Porque é que os homossexuais se preocupam tanto com os direitos civis?

Os direitos civis são tão importantes para a comunidade homossexual porque em muitas circunstâncias os homossexuais não têm os mesmos direitos essenciais que os outros cidadãos do seu país. Um indivíduo homossexual pode, de forma perfeitamente legal, ver banido o seu acesso a casa, emprego e serviços públicos apenas devido à sua orientação sexual.

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POLÓNIA: Estado não pode discriminar gays e lésbicas em direitos familiares PDF Imprimir E-mail
News - Política & Direitos Humanos
Escrito por PortugalGay   
Qui, 04 de Março de 2010 06:44

tribunal.jpgO Tribunal Europeu pronunciou-se contra a Polónia mesmo tendo em conta que a Constituição do país define "Casamento" como entre um homem e uma mulher.

No caso em destaque um homem homossexual tinha vivido com o seu companheiro desde 1989. Em 1998 ficou viúvo e começaram os problemas: o contrato de arrendamento estava em nome do falecido e o as autoridades recusaram-se a fazer a transferência do mesmo, como fariam no caso de um casal de sexo oposto.

Inicialmente as autoridades alegaram que a Constituição do país define "Casamento" como entre um homem e uma mulher. Mais tarde alegaram que a única forma de relacionamento reconhecida legalmente no país é entre um homem e uma mulher e como tal o relacionamento em causa não era válido.

O Tribun al Europeu dos Direitos Humanos rejeitou este argumento por unanimidade, decidindo que a Polónia violou o artigo 14 (proibição de discriminação) e 8 º (direito ao respeito pelos vida privada e familiar) ao recusar o reconhecimento da coabitação de parceiros homossexuais.

Segundo o tribunal a "coabitação conjugal, de facto" deve ser entendida de modo a incluir pessoas do mesmo sexo num relacionamento.

Evelyne Paradis, diretora-executiva da ILGA-Europa, disse: "congratulamos-nos com esta decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Esta é a segunda decisão, afirmando que se o Estado assegura certos direitos a coabitação casais de sexo diferente, os mesmos direitos que têm de ser igualmente disponibilizados para os casais do mesmo sexo."

Em 2003, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos decidiu que a Áustria discriminava os casais de gays e lésbicas, porque não reconhecer parceiros do mesmo sexo na aplicação da sua lei de arrendamento enquanto reconhecia parceiros heterossexuais não casados.

 

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