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RSA: Março de 2010: Cerca dos 27 alunos, suspensos desde a semana passada da escola de UMthwalume, sob a suspeita de homossexualidade, foram autorizados a regressar a escola.
Este foi o resultado de uma reunião entre os pais dos alunos suspensos, o órgão directivo da escola e Departamento de Educação do Município de Ugu no KwaZulu-Natal.
Segundo Madoda Ngcobo, pai de um dos alunos suspensos, o Departamento de Educação decidiu que os alunos deveriam ser autorizados a regressar à escola e ao internato, apesar do director, Sabelo Sikhakhane, não ter explicado muito bem as razões da suspensão.
Enquando o Departamento continua a sua investigação sobre os motivos da suspensão dos estudantes, Ngcobo diz que tudo começou quando dois estudantes, um menino e uma menina foram flagrados a beijarem-se dentro do recinto escolar.
"Quando eles foram trazidos para serem ouvidos pelo directo, apontaram outros estudantes que faziam o mesmo, implicando meninas e meninos, e alegando que algumas meninas estavam a namorar outras meninas."
As alunas chamadas a prestarem declarações sobre a sua suposta homossexualidade, mas negaram a acusação. Contudo “depois de terem sido vitimizadas e forçadas, incluindo agredidas fisicamente com duas bofetadas, elas admitiram que eram lésbicas. Que eu acredito que não ser verdade pois todos os alunos negaram tal facto." Acrescentou Ngcobo.
"Ninguém tem o direito de expulsar nenhum aluno, sem seguir um protocolo ou fechar a escola sem a permissão do departamento distrital de Educação. Condenamos veementemente esta acção ", disse Mbali Thusi, porta-voz do Departamento de Educação do KwaZulu-Natal.
Thusi enfatizou que o departamento não pode permitir que exista discriminação com base na orientação sexual e que todos têm o direito à educação, independentemente da orientação sexual." Os Nossos agentes têm estado na escola desde segunda-feira para seguir de perto o assunto." Acrescenta.
No entanto, Mfundisi Sibiya, Director de Educação distrital disse que, "Estamos ocupados com as investigações sobre as alegações e não podemos fazer comentários até que a investigação esteja concluída."
Falando em nome do Departamento Nacional de Educação Básica, Hope Mokgatlhe disse que "nós não toleramos a discriminação seja ela por motivos de raça, género, orientação sexual, etc"
"As crianças não podem ser discriminadas com base na sua orientação sexual, se isso for verdade, o Departamento de Educação Básica não vai tolerar isso. Mas é uma questão completamente diferente se as crianças foram encontradas beijando-se ou praticando sexo, que é uma má conduta e escola tem o direito de impor disciplina nas crianças de uma forma sensata. "
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