Mas a minha religião ensina e eu acredito que a homossexualidade é moralmente errada

Como cidadãos temos o direito de seguir a fé de nossa escolha sem medos de perseguições; no entanto, também como cidadãos temos a responsabilidade de assegurar que as crenças, religiosas ou de outra natureza, não limitam a liberdade das outras pessoas.

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Lei que prevê morte para gays em Uganda pode gerar 'efeito dominó' na África PDF Imprimir E-mail
News - África
Escrito por G1   
Seg, 15 de Fevereiro de 2010 06:38

Membros de ONGs analisam consequência de aprovação do projeto.
Uganda tem lei anti-homossexual, mas novo projeto prevê execução.


A África concentra o maior número de países com leis antigays no mundo. São 36 nações, mais da metade do continente, que proíbem legalmente o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Quatro países, Mauritânia, Nigéria, Sudão e Somália, aplicam a pena de morte para quem infringe a norma. Nos próximos dias, esse número pode aumentar para cinco, se Uganda, que já tem uma lei que rejeita a homossexualidade, aprovar um texto mais rígido para condenar a prática homossexual.


Para integrantes de organizações defensoras dos direitos homossexuais, a aprovação da lei de Uganda pode gerar um 'efeito dominó' em mais países africanos. "Esse é nosso grande medo, já que muitos países deram início a debates sobre o tema. Monica Mbaru, queniana, chefe do programa africano da Comissão Internacional pelos Direitos Gays e Lésbicos (sigla IGLHRC, em inglês) diz que no Quênia, processos constitucionais já retiraram conquistas positivas alcançadas antes da proposta de Uganda. A Tanzânia lançou uma campanha contra o ativismo gay, e, na Etiópia, líderes religiosos já se pronunciaram contra o apoio aos direitos homossexuais".

Segundo ela, se o projeto virar lei, o perigo real e a hostilidade alcançarão níveis perigosos, levando a prisões e a justificativas para a violação dos direitos humanos.

A mesma opinião tem o secretário geral da ILGA, Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersex, o italiano Renato Sabbadini. Para ele, ação parecida pode ocorrer pelo menos em Ruanda e em países que, assim como Uganda, têm uma presença forte de 'protestantes fundamentalistas'.

 

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